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Como você joga videogame? Até que ponto se envolve com a obra? 18/04/07

Você vive a história do jogo plenamente ou apenas assiste enquanto aperta botões? Uma das alegações dos que defendem os jogos como forma de arte é que eles conseguem colocar as pessoas numa posição que nenhuma outra arte coloca, dentro da obra. Ao jogar estamos vivendo aquela história como personagens dela e não apenas observando de fora como na literatura ou cinema. Acredito que isso é um tanto quanto pessoal já que nem todos encaram os jogos da mesma maneira. Para muitos o que interessa é apertar os botões, outros já se envolvem com mais intensidade na história. É claro, tudo isso depende do jogo em questão, afinal não tem muito no que se envolver jogando Bomberman por exemplo.

Já havia me perguntado sobre essa alegação quando vi um tópico no fórum SegaNET onde um jogador questionava o jogo Shadow of the Colossus. Ele dizia que não queria mais matar os Colossi apesar de querer ver o final do jogo. Para continuar deveria seguir em frente matando mas pessoalmente não se sentia confortável em fazer isso por puro capricho do personagem. Nesse jogo o personagem principal mata para rescussitar a sua amada. As criaturas que ele mata nada fizeram para ele e algumas até não o atacam em momento algum.

No tópico, que infelizmente não consigo achar, poucos tem a mesma opinião do autor. Para grande maioria aquilo era bobeira e frescura ‘de emo’. Como não joguei esse jogo não posso falar de história especificamente mas dei a minha opinião e mantenho ela até hoje. Cada um enxergava aquele jogo de maneira diferente, o autor do tópico entrou na história e se envolveu emocionalmente com tudo. Quem calvagava e matava os “monstros” era ele e não Wander, o personagem da história. Melhor, ele era Wander enquanto o DVD do jogo rodava em seu console. Já os demais jogadores não chegaram nesse nível de envolvimento, não viviam a história sendo apenas espectadores que apertavam os botões.

Hoje li um artigo do Fábio se perguntando se era um sujeito sem coração já que jogou Shadow of the Colossus e não sentiu pena por ter matado o Colossus que nem ataca. O artigo dele me fez novamente pensar sobre o envolvimento dos jogadores com os jogos. Acho que a questão não é o Fábio ser malvado ou não e sim como ele se envolveu naquele jogo.

E vocês? Como jogam videogame? O quanto se envolvem na história? Quais jogos envolveram vocês de maneira profunda o suficiente para te colocar dentro da obra?

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6 Comentários sobre Como você joga videogame? Até que ponto se envolve com a obra?

Como vc deve saber, eu me envolvo 100%. Devo confesar que passei muito mal e lagrimas me correram os olhos qunado Sephiroth assasinou brutalmente Aeris na minha frente em FF7. Recentemente me envolvi muito com a hitória de Kingdom Hearts II de nunca pensei que fosse ter esse tipo de afeto por mickey, donald, pateta e sua turma.
Sinto calafrios em meio a uma batalha contra a Flood em Halo. Para mim não há como negar que videogames são o ápcie das artes.

Depois de ler esse teu post e pensar um pouco mais, acho que saquei o que aconteceu. Eu estava envolvido sim com o jogo, mas do ponto de vista prático e artístico, não do ponto de vista, digamos, empático. Eu estava prestando atenção na linda qualidade e no impecável dinamismo da música e pensando friamente em como atingir o meu objetivo. Eu estava curtindo o “level design” do jogo acima de tudo, mais do que vivenciando a emoção do personagem.

Talvez eu devesse ter entrado mais no coração de Wander. Talvez assim eu tivesse aproveitado o jogo de forma ainda mais intensa. Mas eu aproveitei do meu modo particular, e isso já foi perfeitamente suficiente. :)

Cara, a minha vida toda eu jogo. Desde sempre eu joguei, minhas primeiras lembranças são na frente de um oddyssey.
Sempre jogava pra me distrair, pelo desafio mesmo, coisa de criança.
Mas comecei a crescer e a paixão continuava. E aí começaram as perguntas, os porquês. Eu começava então a centrar o jogo na história e não mais em mim. Conheci os RPGs, mas não joguei, não sabia inglês muito bem. Continuei nos de plataforma. Até que ele surgiu: Metal Gear Solid. Meu amigo me passava todas as dicas pra eu jogar, porque era a versão japonesa. Mas mesmo assim me apaixonei por aquela superprodução.
Daí pra frente, comecei a encarar os jogos realmente como arte. Quando voltei aos jogos de plataforma, aos 8, 16 bits, enxerguei mais uma forma de arte, uma arte única e clássica. Um quadro com uma arte retrô interativa e que me fazia sentir fora desse mundo. Aquilo era minha vida, caramba!
Já nos jogos de 32 bits pra cima, enxergava uma forma de arte como um livro ou um filme. Eu entro não só no mundo do personagem, mas na cabeça dele.

Videogame sempre foi arte. O intuito nunca foi só entreter. É claro que o que não vende é esquecido, mas nem por isso precisa deixar de ser jogado. Esse é o nosso trunfo! Podemos ter aquele jogo, e mesmo que ele não exista mais, temos ele lá, no console ou no emulador para jogarmos pra sempre!

E VIVA a Décima Arte!

[...] Abrindo as torneiras Publicado Abril 21st, 2007 Jogo da vida , Coisas que você poderia muito bem viver sem saber , Bobeirinhas , Grandes momentos , Divagações Uma onda de “emozisse” está assolando algumas pessoas do mundo dos games, aparentemente. Depois do meu último post, sobre a minha suposta falta de sensibilidade, o Vinícius do OitoBits entrou na onda e também postou sobre isso, seguido pelo Daniel Galera do Jogatina, que também entrou na discussão, linkando para o meu post (uma honra!) e o do Vinícius. [...]

Acabei de conhecer este blog através do Jogatina, falando nisso.

Ao terminar o SotC aconteceu uma coisa engraçada comigo, tive que ir atender a porta e perdi tudo que acontecia após a ultima parte “jogavél” até a metade dos créditos. Então o que ficou marcado na minha memória até o segundo playtrough foi mesmo o Colossi pacífico, a cena antes da última criatura e tudo o que acontece antes do desfecho final.

Na época do Nintendo 64 eu havia ficado aflito com tudo que acontecia no 1º Zelda do console após Link avançar para o futuro. Não por que eu havia entrado na pela do personagem (por sinal não costuma acontecer comigo), mas sim por toda as situações que aconteciam no universo do jogo. Demorou para que alguma situação dentro de um jogo me tocasse novamente.

Antes tarde do que nunca. Os créditos lacrimejantes de Katamari Damacy: http://www.youtube.com/watch?v=-6r93pF8mgE

Sabe inglês? Então veja a legenda e segure o choro como eu fiz.
Hahaha! Francamente. Não sei como havia me esquecido deste jogo.

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