Declaração do Papa sobre videogames 26/01/07
Na última quarta feira o Papa Bento XVI fez uma declaração e no meio do texto ele citava os videogames. Começou então a aparecer em fóruns e sites especializados críticas diversas sobre a Igreja e o Papa. Deixando questões religiosas de lado e guardando opiniões pessoais sobre a Igreja Católica eu não vejo porque os jogadores do mundo inteiro começaram a reclamar do que foi dito. Abaixo o trecho onde os videogames são citados:
Qualquer tendência a realizar programas e produtos – inclusive desenhos animados e videojogos – que, em nome do entretenimento, exalta a violência e apresenta comportamentos anti-sociais ou a banalização da sexualidade humana constitui uma perversão, e é ainda mais repugnante quando tais programas são destinados às crianças e aos adolescentes.
Não vejo nada demais nisso. O assunto nem são os videogames especificamente e em momento algum a declaração condena os jogos no geral. O que ele falou é o que a grande maioria das pessoas que se preocupa com educação e formação de crianças diz, que a vulgaridade e banalização da violência deve ser evitada em conteúdos destinados a crianças. Qual é o problema disso? Ninguém da Igreja disse, como o Jack Thompsom retardado diz, que os videogames são simuladores de assassinatos e influenciam os atos dos jovens. Ninguém tentou proibir a criação e comercialização de algo. Eles só condenaram quem cria conteúdo não adequado e o destina a crianças e adolescentes.
Não estou aqui para defender a Igreja Católica, alias quem me conhece sabe que eu tenho muito mais para falar mal dela do que para falar bem, mas acho que os jogadores estão reclamando por nada. O que vocês esperavam? Se nem a sua mãe acha legal um jogo onde você pode fazer sexo com prostitutas e depois soca-las, porque o Papa deveria achar?