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Valve e Linux, muito barulho por nada 20/07/07

Nos últimos dias tem aparecido alguns links no digg Gaming sobre a posição da Valve em relação ao Linux. Um dos que eu acompanhei mostrava uma discussão no fórum do Steam que já tinha 111 páginas quando o moderador trancou o tópico com um link para posição da Valve em relação ao assunto.

A posição deles é clara e simples faz tempo: O cliente Steam é uma aplicação restrita ao unviverso Windows e no momento não temos planos para fazer um cliente nativo para Linux. Uma versão do servidor dedicado de Half-Life para Linux existe e esta disponível para download.

Não adianta perturbar os caras, eles não vão mudar de idéia por um simples motivo. O que o Steam faz? É uma plataforma para distribuir jogos online, os usuários comprar e executam seus jogos pelo sistema. Os jogos que a Valve vende no Steam não são todos deles, são de várias outras softhouses e nenhum deles tem versão pra Linux.

Se o sistema de vendas online só vende jogos para Windows porque diabos lançar ele pra Linux? As softhouses não desenvolvem pra Linux porque acham que não existe mercado e acredito que estejam certas. Quem sabe daqui um tempo a coisa mudem mas hoje isso é um fato. A Valve não vai reescrever todos seus programas para rodarem em uma plataforma que ainda não tem um fatia significativa de mercado desktop. Nem as outras empresas que vendem jogos pelo Steam vão fazer isso. Eu sou usuário Linux e sei disso, se eu quiser jogar no PC vou ter que colocar um Windows na máquina.

O problema do desenvolvimento de jogos pra Linux é mais complexo do que apenas a pouca participação no mercado. As softhouses falam isso mas tem mais coisa por baixo dos planos. Geralmente eles desenvolvem tudo em Windows e mudar essa estrutura não é fácil. Para desenvolver jogos eles criam diversos softwares próprios e provavelmente nenhum deles foi feito pensando no universo Linux. Só quando o mercado for grande o suficiente esses caras vão se mover e se reestruturar pra isso.

Algumas empresas são diferentes, veja a id software que lança versões Linux de todos seus jogos. Porque? Eles desenvolvem em Linux e depois que o jogo esta pronto portam e/ou compilam isso pra Windows. No mercado jogam a versão que vai vender e online distribuem a versão Linux pra quem é usuário da plataforma. Infelizmente são exceções.

Ao invés de reclamar que não tem jogos os usuários deveriam começar a participar do mercado. Deixar de ter aquela cara de usuário Linux é quem não quer pagar pra usar o computador. Comprem os poucos jogos que existem pra Linux, comprar os computadores que Dell e HP vendem com Linux pré instalado, apóiem o uso do sistema em desktops e ajudem o mercado para Linux se desenvolver. Ninguém vai gastar dinheiro pra produzir algo que poucos vão comprar porque a maioria não quer pagar por software algum.

4 Comentários sobre Valve e Linux, muito barulho por nada

Igual eu falei num comentario meu sobre o OpenMoko, o Linux tem que se voltar para o publico comum para crescer numa escala ainda nao imaginada.

Vejo pessoas que preferem o Linux (questao de $$$) mas logo arrumam versões piratas do Windows, porquê será?

[]s
Filipe em http://www.sopojo.com

Além dos problemas já citados, existe o fato de que é muito mais difícil oferecer suporte aos jogos na plataforma Linux devido à infinidade de distribuições diferentes que são oferecidas. É uma possível dor de cabeça que a maioria das empresas não querem nem passar perto.

Quanto à mentalidade dos usuários Linux de querer tudo de graça, não acho que se aplica pros grandes títulos comerciais. É só ver o fluxo de posts nos tópicos sobre Steam em sistemas *nix. O interesse existe e este mercado precisa ser valorizado.

Entre as coisas que seguram uma maior penetração do Linux no mercado é justamente a falta de lançamentos comerciais entre os games blockbusters.

pelo que parece a id faz jogos em Open GL e assim podem ser multi-plataforma enquanto a EA e outras fazem em DirectX que é da Microsoft…

Essa notícia é relativamente recente: http://www.phoronix.com/scan.php?page=article&item=source_linux&num=1 .
E além disso eu acredito que sim, a Valve poderia investir nesse mercado. Eu tenho uma forte intuição que o tio Bill saiu da Microsoft por um motivo. E não foi por que ele quer se dedicar totalmente à filantropia.

Eu sempre considerei a Valve uma empresa “cabeça-aberta”. Recentemente ela lançou o jogo Portal, que é um dos jogos mais inovativos da atualidade. E a Valve deve ter percebido que, de fato, o nível de usuários Linux tem crescido muito ultimamente. Eles são populares nos laptops superportáteis, e depois do lançamento do Windows Vista, muita gente tem desistido do Windows. Quem não ficar com o XP tem duas opções: pagar caro pelo problemático Vista, ou mudar de sistema operacional. E muita gente tem preferido o Linux por se tratar de uma alternativa gratuita.

Eu pessoalmente, troquei para o Linux esse ano. E meus amigos tão mudando também. E eu até compraria todos os meus jogos novamente para usá-los no meu Ubuntu. Eu só continuo usando o Windows para isso.

Eu sinceramente gostaria que a Valve realmente fizesse isso. Mas do jeito que o mercado é, eu não acredito que o melhor vá acontecer. No mercado é tudo uma questão de monopólio. A Sony um bom tempo atrás havia lançado o sistema betacam (ou algo assim) que era muito superior ao VHS, permitia muito mais vídeo e mais qualidade. Mas não popularizou e morreu. O primeiro triunfo da Sony foi o Blu-Ray, ela conseguiu até vencer o HD-DVD da Microsoft, o que me deu muita esperança. Mas no caso de jogos para o Linux, o ideal era que todas as empresas produtoras de jogos mudassem ao mesmo tempo. Por que senão uma fica com medo de não dar certo, e a outra por a outra não ter achado boa idéia desiste e assim vai. Efeito dominó. Bem, seja o que for, que o melhor triunfe.

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